Numenéra no Firecast

Grupo 1 - 1ª Cifra

O Chtulhu de coleira.

B88 é uma Glaive Impulsiva que Funde carne e aço.

Normand é um Nano Varjellen que Funde mente e máquina.

Lanaeva é uma Glaive Honorável que Não precisa de armas.

Lanre é um Jack Espero que Entretém.

Normand tem uma memória que mostra alguém muito parecido com Lanaeva comentendo crimes horrendos – centenas de anos atrás. Ele não tem explicação para isso.

Lanre acredita que Normand sabe de seu segredo e tem medo que ele espalhe. Se cuida !

Lanre também sabe uma palavra secreta que desliga B88 por 10 minutos.

B88 costumava encontrar com Lanre semanalmente para fumar um cigarrinho e botarem a conversa em dia. Mas parece que pararam por um tempo. Acabou o estoque ?

B88 também acha uma bosta Lanaeva não usar armas para atacar. Armas são o que há de melhor, porra.

Apenas duas dessas quatro pessoas (no termo amplo, porque um deles não é humano, e outro só é humano pela metade) se conhecem. Mas aparentemente o destino (e a vontade de um narrador) os uniu em um propósito maior (propósito esse que é se reunir toda semana pra jogar já que um dos jogadores era alguém que narrava mas ficou de saco cheio).

Com as apresentações devidamente feitas, aqui começa a narrativa.

Lanaeva foi uma criança sofrida. Se manteve firme e forte, até que se envolveu com artes marciais. Virou uma mestra no estilo marcial Pedrágua. Não me pergunte de onde o jogador tirou isso, não estou aqui para julgar. “Fluido como a água, duro como a pedra”, ele disse. Certo. Lanaeva, depois de se formar na faculdade de Pedrágua, 7 anos depois do previsto, saiu pelo mundo para meter a pedra na cara dos outros. Em uma de suas andanças, ela encontra um caçador (que deveria ser um comerciante, mas o narrador não leu a campanha direito e teve que improvisar) chamado Radan Sheb (eu juro que não sou eu que crio esses nomes). Depois de se apresentarem e conversarem um pouco, a monge descobre que a vila do caçador estava com problemas.

O local onde ele mora se chamava Dirus. Dirus se localiza dentro da floresta de Westwood, que cobre a costa oeste do reino de Navarene. Esse reino se localiza na porção mais norte do Baluarte, sendo o bastião de proteção contra o Além do Norte. Nenhum outro reino tem apreço por Navarene – as pessoas lá são conhecidas como indiferentes, difíceis de lidar e até mesmo arrogantes, e onde foi gerado o jargão “rico como um mercador de Navarene”, assumindo uma conotação negativa. Ao norte de Navarene existem vários fortes e castelos, e ao sul é uma área fértil usada para o cultivo.

Como dito anteriormente, Dirus se localiza dentro de Westwood. Não estou aqui para discutir os motivos de Lanaeva estar lá dentro, então podemos dizer que foi o mestre que quis. Voltando à narrativa, Lanaeva se encontra com Radan em uma estrada que contornava a gigantesca área selvagem. Depois de uma curta troca de cumprimentos, é descoberto que Dirus está com problemas seríssimos: criaturas vindas do mais profundo dos pesadelos estavam atacando as pessoas da cidade, que estavam aterrorizadas com a situação. À medida em que caminhavam e conversavam, perceberam que na direção oposta vinha mais alguém. Um rapaz galanteador e arrumado, com um instrumento musical modificado nas costas. Ele passaria direto, caso não tivesse ouvido a palavra “recompensa” vir da boca de Radan.

Lanre era, na nossa língua tão anciã, um bardo of sorts. Fazia parte de uma trupe de andarilhos que tocava música por onde quer que passassem, e se separou do grupo por vontade própria, sem ressentimentos. Há uns meses conheceu uma garota biônica chamada B88, por quem desenvolveu um certo afeto de amizade, e encontrava toda semana para fumar e conversar besteira (fumo esse que era meio carinho e raro). Depois de um tempo eles diminuíram a frequência, até que pararam de se encontrar completamente.

Depois de uma apresentação forçada e alguns gestos de boa vontade, Lanre consegue o resto das informações. A recompensa – cifras – seria dada a quem ajudasse a vila de Dirus a resolver o problema dos ataques. Interessado mais no lucro do que no problema, Lanre se junta ao grupo, todos entrando em Westwood, indo em direção ao pequeno vilarejo. Mal eles sabiam, que em algum lugar próximo, havia um futuro integrante do grupo, investigando algumas ruínas pré-mundo. Era um Varjellen chamado Normand.

Vocês provavelmente não sabem, mas no mundo de Numenéra, embora a raça humana esteja crescendo e reconstruindo sua civilização, existem diversas outras raças inteligentes (da Terra ou de fora) que também procuravam seu lugarzinho no mundo. Os Varjellen estavam entre eles. Conhecidos por suas características visuais bem parecidas com um anfíbio (embora eles neguem qualquer relação genética ao filo), também dizem que são frios, calculistas, e apáticos. Embora humanóides, algo bem característico que os diferencia da raça humana é sua capacidade de reorganizar seus órgãos e células do corpo, distribuindo massa para onde eles precisarem. Dessa maneira, em um momento eles podem ser mais fortes, em outro, mais ágeis e, se quiserem, até mais inteligentes.

Normand estava investigando algumas ruínas. Havia se afastado de sua vila depois de um acidente. Aparentemente alguém havia destruído seu laboratório. Ele quase foi junto com o lugar, mas por um golpe do destino ele conseguiu ser levado a tempo para um Sacerdote dos Áeons, que o salvou mecanizando sua cabeça e parte de seu corpo. Ninguém soube quem causou a explosão, e como não havia sinais de que ninguém esteve lá (ele poderia jurar que foi uma mulher com tatuagens azuis pelo corpo), colocaram a culpa nele e disseram que era melhor que ele fosse passear. Além disso, surgiu nos chips cerebrais dele uma nova memória. Essa mesma mulher de tatuagens azuis, centenas de anos atrás, cometendo crimes atrozes. Normand não conseguia explicar isso, e nem fazia sentido, ela parecia humana. Humanos não vivem tanto tempo. Mas nem tudo no Nono Mundo é o que parece.

Algo chamou sua atenção. Um movimento nos arbustos. Curioso em saber o motivo, se aproximou. Era uma criatura. Um quadrúpede, do tamanho de um cachorro grande. Possuía uma cauda com vários espinhos pela espinha dorsal, e sua cabeça era um bulbo com tentáculos e dois olhos laterais. A criatura parecia não o ter percebido, ou se o viu, não ligou. Continuou adentrando a floresta. Normando viu algo de interessante. Uma numenera no pescoço da criatura, que parecia um colar. Interessado mais no dispositivo do que na criatura, a seguiu.

Voltando ao trio ternura que estava já há algumas horas viajando para Dirus, os encontramos há algumas centenas de metros do pequeno vilarejo. “Já está tão perto, o que poderia dar errado”, pensaram. E então deu.

Do meio dos arbustos, salta uma criatura. Quadrúpede, bulbo, tentáculos, enfim, vocês lembra. Essa criatura parece estar cheirando algo, e então volta sua atenção para o grupo; ela corre na direção deles. Como se não bastasse isso, logo atrás da criatura aparece algo mais. Um Varjellen, cheio de galhos e folhas grudadas no corpo sai ao encalço da criatura. Temos então a seguinte situação:

Um caçador com uma cara aterrorizada.

Uma monge de tatuagens azuis que mandou o Varjellen segurar o bicho direito.

Um bardo que deu um passo para o lado, querendo sair do caminho.

Um Varjellen que não sabia o quê que tava con teseno.

Uma criatura que parecia ter vindo da literatura lovecraftiana avançando.

E então uma voz serena e firme ecoou por toda a região, dizendo:

“Rolem iniciativa”.

Perderam.

Dogão Cthulhu agiu primeiro (also, o nome da criatura é tarza, mas ninguém sabe ainda. Não conta para eles ainda). Por algum motivo, dogão ignorou todo mundo e avançou direto em Radan. O atacou com ferocidade, o segurando entre seus tentáculos para não deixa-lo escapar. A monge e o bardo, espantados com tamanha ferocidade, defenderam o caçador, ferido. O Varjellen queria mais é o colar, mas ajudou também. A monge acertou grandes golpes com suas mãos nuas. O bardo errou vários projéteis. O Varjellen disparou várias ondas mentais. O caçador apanhou pra caralho, mas algo de estranho aconteceu. Na hora em que foi atacado, o caçador revidou. Sua língua esticou e foi usada como chicote. Derrotaram a criatura. Não houve tempo para dar nenhum trato médico no coitado do Radan, pois outra criatura apareceu, apta para o combate. Mas dessa vez, ela não havia sido tão rápida, levando uma voadora na cara, e um tiro de besta no olho antes que pudesse agir.

Um combate mais rápido se desenrolou, e logo nossos aventureiros haviam tomado a vitória em mãos novamente. Essa criatura, porém, logo após ser derrotada, explodiu. Com agilidade proveniente de muitos anos de estudo nas artes marciais, Lanaeva consegue usar uma de suas cifras. Uma barreira de força cobre a explosão, anulando-a, e salvando a vida de Radan, que já estava nas últimas. Um pouco de cuidados fez com que ele recuperasse um pouco do fôlego. Mas então ficou a pergunta. Como foi que ele conseguiu um instrumento tão grande como aqueles ?

Radan disse que era um mutante. Foi o suficiente para o grupo, que esperou o Varjellen desmontasse o colar da primeira criatura, que falhou e não explodiu. Obteve três cifras; só que o jogador não anotou na ficha e eu não tenho obrigação de saber quais foram depois que eu falei o que eram, então depois eu vejo o que eram. Era uma pílula e umas outras merdas lá. Uma delas foi oferecida à monge. As outras duas ficaram com Normand. Depois eu olho =_=

Continuando: Dessa vez os quatro apressaram o passo. Ninguém pensou mais o quão seria bom se nada acontecesse naquele momento…

Na porta da vila, Radan desaba. Desmaiado, recebe socorro de Normand, que utiliza algumas técnicas de massagem no corpo do rapaz, reativando sua circulação e o acordando novamente. Uma comoção começa na vila. As pessoas viam aquilo e, como já estavam em estado de choque, se desesperavam. Alguém parecia aparecer por trás dos murmúrios e das pessoas que se acumulavam no portão. Era uma mulher bem alta, de cabelos prateados e expressão respeitosa. Era a anciã Brall.

Rapidamente Radan foi levado para a cabana de Brall, que rapidamente começou a trata-lo do jeito que conseguia. Explicou que os ataques dos tarza (agora sim eles sabem o nome da criatura !) começaram a pouco tempo, e algumas pessoas foram atacadas, muitas delas acabaram morrendo. A vila estava em estado de calamidade. Depois de ser questionada sobre a existência de pessoas “especiais” na vila, Brall afirmou que não sabia do que estavam falando; disse que poderiam conversar uma recém enviuvada, que supostamente havia perdido o marido, que era armadilheiro, para os tarza, mas seu corpo nunca foi recuperado. O nome dela era Nowa Leblan. Lanre resolve tomar a iniciativa e fazer outra coisa, enquanto Normand e Lanaeva iam até a casa da senhora.

Ao chegar lá, ela os recebe meio receosa, mas educadamente. A viúva responde algumas perguntas, e diz para os dois aventureiros que Tarn, seu marido, tinha um lugar preferido para colocar as armadilhas. Agora pelo menos eles tinham um lugar para procurar por mais pistas. Enquanto isso, no centro da pequena vila…

Lanre se posicionou no centro de Dirus, puxou seu instrumento, e começou a afina-lo. As pessoas estavam com muito medo dos ataques dos tarza, e o clima da cidade estava bem pesado. Mas isso não foi suficiente para impedir Lanre de tentar acalentar um pouco o coração daquelas pessoas. Começou a fazer um show, utilizando de truques “mágicos” e música agradável para tentar suavizar a tensão. Algumas pessoas saíram de casa, curiosas, e foram assistir o show, e logo uma roda estava ao redor de Lanre – que até ganhou uns trocadinhos nessa brincadeira. Mas esse não era o único objetivo dele. Com o ouvido atento, ele descobre que mais um caçador não havia retornado à vila recentemente, e também a direção de onde ele costumava caçar.

Logo os três se encontram novamente; um deles levemente mais abastado do que a última vez que o viram. E agora, qual seria o próximo passo ?

Eles não sabiam, mas o tempo estava ficando cada vez mais curto . . .

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SeanWishart

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